Diretor da Globo fala sobre imbróglio dos direitos do Brasileiro

Octavio Florisbal, diretor-geral da Globo (foto: Uol)
Na última sexta-feira (6) o diretor-geral da Rede Globo, Octavio Florisbal, falou sobre a negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012. Em uma longa entrevista, Florisbal detalhou o processo que levou ao rompimento, apresentou as razões da Globo e disse ter se surpreendido com a postura do Clube dos 13.

Segundo ele, a entidade planejava diminuir o espaço das TVs abertas de três para dois jogos por rodada para garantir mais receitas com o pay-per-view para se adaptar ao modelo europeu. "Neste modelo, iria dar muito menos audiência, nossos patrocinadores não iriam querer pagar o que pagam para a gente. Iria aumentar muito o nosso custo e teríamos um grande buraco", disse.

Ao falar sobre o público nos jogos de quarta-feira à noite, Florisbal afirma que a quantidade da torcida que aparece nas partidas das 21h50 é quase a mesma que comparece nos jogos das 16h de domingo. E ele argumenta a adaptação que a emissora carioca faz em sua grade de programação. "Por que não transmitimos mais cedo? Porque temos um horário fixo para o “Jornal Nacional”, às 20h30, tem a novela às 21h. É uma acomodação. Neste dia, o jornal é menor, a novela é menor. Não tem outra saída".

E, ao descrever as restrições e imposições feitas pelo C13, Florisbal fala em “maldades” da entidade. "Por que saímos (do C13)? Saímos porque o formato ficou absolutamente inaceitável". Com informações do Uol.

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