- Cléber Machado elogia fragmentação dos direitos e diz que modelo ampliou oportunidades no mercado.
- Narrador avalia que fim dos monopólios beneficiou plataformas como CazéTV, Prime Video, SBT e TV Globo.
- Principal desafio, segundo ele, é o público descobrir onde cada jogo será transmitido em meio a tantas plataformas.
A constante transformação no mercado de transmissões esportivas no Brasil tem provocado debates sobre os rumos da comunicação e o comportamento do público. Em entrevista ao programa Esportes S/A, da CNN Brasil, o narrador Cleber Machado analisou a fragmentação dos direitos de transmissão no país, destacando benefícios e desafios que os veículos enfrentam para se conectar com a audiência.
Ao comentar a divisão atual das transmissões entre plataformas como CazéTV, Amazon Prime Video, SBT, Record e TV Globo, o locutor classificou esse movimento como positivo para o mercado e para os profissionais do setor. Segundo ele, a descentralização quebra monopólios históricos e amplia as opções para o público. Ao citar sua própria trajetória recente, afirmou: "Os caras não me esqueceram, né? Então essa mudança é benéfica. O jeito, eu continuo te dizendo, tenho dúvida, mas essa pluralidade de plataformas, eu acho que fez muito bem."
Na avaliação de Cleber, essa configuração é reflexo direto da realidade financeira do setor, já que os direitos de grandes eventos esportivos atingiram valores elevados, tornando inviável a centralização em uma única empresa. Assim, a divisão entre TV aberta, canais pagos e streaming tornou-se um modelo natural para viabilizar economicamente as transmissões, ainda que imponha novos hábitos ao torcedor.
Apesar dos benefícios da concorrência, o principal alerta do narrador envolve a experiência do público diante da dificuldade para descobrir onde cada partida será exibida. Com diversos aplicativos e canais disponíveis, o espectador muitas vezes se perde. Sobre isso, destacou: "As pessoas, aliás, têm brincado com isso, né? Que antes de saber o resultado do jogo, quem vai jogar, tem que descobrir aonde vai passar, né?"
Para resolver esse problema, Cleber defende que a indústria precisa rever a forma de divulgação e facilitar o acesso do torcedor às transmissões. Encerrando sua análise, reforçou a necessidade de ampliar o alcance além do público já engajado: "Nós temos que sair da nossa bolha. Como é que você vai agregar nova audiência? Você vai ter que sair do teu próprio mundo, sabe? Eu acho que isso é um enigma que nós precisamos decifrar."
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