Embalado por sucesso na Copa, SBT entra na disputa por direitos da Copa do Brasil

  • SBT entra na disputa pela Copa do Brasil e formaliza interesse no ciclo de transmissão entre 2027 e 2030.
  • Disputa pelo torneio reúne gigantes como Globo, Record, Amazon, TNT Sports, Disney e Paramount.
  • CBF prevê divisão dos direitos em múltiplos pacotes, ampliando concorrência entre TV aberta, TV paga e streaming.

Em meio aos excelentes resultados de audiência obtidos com a transmissão da Copa do Mundo, o SBT decidiu dar um passo mais ousado nos bastidores. Segundo informações divulgadas pelo portal F5, da Folha de S. Paulo, a emissora da família Abravanel formalizou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o seu interesse em apresentar uma proposta oficial pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030.

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As conversas entre a diretoria do canal paulista e a entidade esportiva começaram na última semana. A principal meta do SBT é garantir a transmissão de pelo menos uma partida por cada fase na TV aberta. O investimento é visto como estratégico para a emissora, pois o torneio serviria para repor a saída da Copa Sul-Americana de sua grade de programação a partir do próximo ano.

A empolgação interna com o esporte foi renovada pelos expressivos índices de audiência da Copa do Mundo de 2026. As exibições dos jogos da Seleção Brasileira comandadas pelo narrador Galvão Bueno no canal chegaram a registrar picos de 15 pontos na Grande São Paulo - praça em que cada ponto representa cerca de 199 mil telespectadores.

A disputa, no entanto, promete ser acirrada. Além do SBT, a CBF também abriu conversas com gigantes da mídia como Globo, Record, Amazon, TNT Sports, Paramount e Disney para estruturar o novo contrato de quatro anos. O modelo proposto pela entidade visa fatiar a competição em múltiplos pacotes, permitindo que as emissoras parceiras saibam com antecedência o número de jogos que exibirão, revezando as principais escolhas a cada fase.

Com a nova divisão, a confederação projeta alcançar um faturamento recorde de até R$ 1 bilhão por temporada, um salto expressivo em relação aos R$ 700 milhões pagos atualmente pela parceria entre Globo e Amazon. Essa valorização do contrato de mídia reflete diretamente na premiação distribuída aos clubes participantes. No atual acordo, que se encerra em dezembro, o campeão embolsa R$ 78 milhões fixos pelo título, montante que pode ultrapassar os R$ 100 milhões a depender do desempenho do time ao longo de toda a campanha.


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