Emissoras buscam novos anunciantes com urgência após proibição das plataformas de jogos online

Globo, Band e ESPN correm conta o tempo para ocupar os espaços comerciais que ficaram vagos e procuram patrocínios de outros setores

⚡ DESTAQUES

  • Emissoras buscam marcas do varejo para preencher vácuo comercial deixado pelo banimento das plataformas de jogos online no Brasil.
  • Globo fecha acordo emergencial com Supermercado Guanabara no RJ e busca "contrato tampão" para as transmissões de futebol.
  • Band procura Magalu após perder naming rights e ESPN faz reuniões de emergência para substituir patrocinadores.

As principais emissoras de TV brasileiras já correm contra o tempo para substituir os anunciantes do setor de jogos online após a medida provisória assinada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25), que proibiu a atividade das companhias do segmento no país.

Segundo informações da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, Globo e Band já procuram empresas de outras áreas, principalmente do varejo, para ocupar os espaços comerciais que ficaram vagos. No Rio de Janeiro, a Globo passou a exibir chamadas do Supermercado Guanabara desde domingo (27), substituindo inserções que seriam destinadas à Superbet.

Nos bastidores, a Globo também negocia um “contrato tampão” até dezembro para as transmissões nacionais de futebol. As empresas de jogos online tinham forte presença comercial na Copa do Brasil e no Brasileirão, o que aumentou a urgência para encontrar novos parceiros.

Na Band, a situação também é delicada. A emissora procurou o Magalu para ocupar espaços comerciais, mas não houve acordo. Além disso, Novibet e 7K rescindiram seus contratos de naming rights dos programas Jogo Aberto e Os Donos da Bola.

A ESPN é outro canal que está com sérios problemas por conta da perda destes patrocínios. A área de marketing e comercial do canal do Grupo Disney realiza reuniões para buscar anunciantes de outros setores interessados nos espaços anteriormente destinados às plataformas de jogos virtuais.

Entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, as empresas deste nicho investiram R$ 23,6 bilhões em mídia, segundo dados do Ibope e da Tunad. Em 2025, a televisão concentrou 74% desses recursos, acima da média de 54% do mercado publicitário.


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