Globo prepara ofensiva para recuperar principais direitos esportivos e frear avanço da CazéTV

Após renovar os direitos da Copa do Brasil e encaminhar o retorno da Libertadores ao SporTV, a próxima prioridade será a Copa do Mundo de 2030

⚡ DESTAQUES

  • Globo muda de postura e adota ofensiva agressiva no mercado de direitos esportivos após avanço da CazéTV na Copa de 2026.
  • Estratégia engloba o retorno da Libertadores ao SporTV, domínio da Copa do Brasil (R$ 4 bi) e prioridade total na Copa de 2030.
  • Grupo projeta usar seu ecossistema multiplataforma para centralizar transmissões e frear a concorrência no Brasileirão.

A Globo prepara uma ofensiva para recuperar espaço na disputa pelos principais direitos esportivos do mercado brasileiro. Segundo informações do site NaTelinha, a emissora mudou de postura após o crescimento da CazéTV e o impacto provocado pela plataforma durante a Copa do Mundo de 2026.

A movimentação mais recente é o retorno da Copa Libertadores ao SporTV. O canal por assinatura encaminhou um acordo com a Conmebol para voltar a transmitir a competição a partir de 2027, sete anos após a saída da Globo do torneio.

Ainda de acordo com a publicação, a estratégia vai além da Libertadores. Internamente, a orientação é adotar uma postura mais agressiva nas próximas negociações consideradas prioritárias, utilizando a estrutura multiplataforma e o poder financeiro do grupo para ampliar seu portfólio.

A Copa do Brasil já representa um exemplo dessa estratégia. Para o ciclo de 2027 a 2030, a Globo manteve a TV aberta e também adquiriu um pacote multiplataforma destinado a SporTV, Premiere e GE TV. Segundo a CBF, os novos contratos da competição renderão mais de R$ 4 bilhões.

A próxima grande disputa será pelos direitos da Copa do Mundo de 2030. O torneio é tratado como prioridade pela Globo, que pretende evitar a divisão ocorrida em 2026, quando a CazéTV adquiriu os direitos de todas as partidas e a emissora exibiu apenas parte dos jogos.

O Campeonato Brasileiro também está no radar. Atualmente, os direitos estão fragmentados entre diferentes blocos de clubes, fazendo com que partidas sejam distribuídas entre Globo, Record e plataformas digitais.

Para o próximo ciclo, a Globo pretende utilizar sua capacidade financeira e sua estrutura de distribuição para tentar recuperar o maior número possível de torneios relevantes e limitar o avanço das concorrentes na disputa pelos grandes eventos esportivos.


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