⚡ DESTAQUES
- Globo nega ligação entre a saída de Manoel Belmar e os direitos da Copa 2026, atribuindo a decisão ao Conselho.
- Pedro Garcia também deixa a empresa após 45 anos, passando a função das áreas de Distribuição e Direitos para Fernando Ramos.
- Reformulação do alto escalão visa adaptar a emissora às transformações do mercado e novos hábitos de consumo.
A Globo confirmou nesta sexta-feira (4) mudanças em seu alto escalão e afirmou que a saída do diretor financeiro Manoel Belmar não tem relação com a decisão de não adquirir todos os jogos da Copa do Mundo de 2026. As informações são do site Notícias da TV.
Em comunicado, a emissora explicou que Belmar já havia manifestado há cerca de dois anos a intenção de deixar o cargo e permaneceu no período à frente da reestruturação de sua área. A Globo também ressaltou que a definição sobre os direitos da Copa foi tomada exclusivamente pelo Conselho de Administração do Grupo Globo.
A perda da exclusividade da Copa do Mundo foi considerada internamente um dos pontos mais delicados da estratégia da emissora em 2026. A decisão abriu espaço para a CazéTV, que ampliou sua exposição e sua base de inscritos no YouTube durante o torneio.
A reformulação do comando da Globo também envolve outros executivos. Entre eles está Pedro Garcia, que deixa a empresa após 45 anos de serviços prestados e uma trajetória ligada à negociação de direitos esportivos. Ele foi um dos fundadores da antiga Globosat.
Com a nova estrutura, as áreas de Distribuição e Direitos ficarão sob o comando de Fernando Ramos, que passa a concentrar as responsabilidades relacionadas ao setor.
Em comunicado à imprensa, o diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, afirmou que a nova estrutura acompanha transformações no mercado e nos hábitos de consumo.
Veja a nota completa na íntegra:
"O presidente do Grupo Globo e do Conselho de Administração do Grupo, João Roberto Marinho, reforçou hoje a comunicação da nova estrutura organizacional feita há pouco pela Globo para se alinhar à evolução da estratégia corporativa da empresa e a reforçou como único motivo para as movimentações de seus executivos.
João Roberto Marinho recordou que Manuel Belmar, até então diretor de Produtos Digitais, Finanças, Jurídico e Infraestrutura da Globo, havia, há pelo menos dois anos, compartilhado com a empresa a decisão de encerrar sua jornada executiva. Sua decisão deu início a um processo cuidadoso de transição, em consonância com a parceria de sucesso e confiança de mais de duas décadas de Belmar com a Globo.
O presidente do Grupo Globo repudiou com veemência as especulações que rondam a iniciativa e afirmou que a decisão de renegociação da compra dos direitos da Copa do Mundo 2026 foi tomada exclusivamente pelo Conselho de Administração do Grupo, como é praxe em deliberações de grande porte, que não podem ser atribuídas individualmente aos executivos das empresas.
João Roberto Marinho se uniu a Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo, no agradecimento à liderança, contribuição, impacto e legado de Manuel Belmar, do diretor de Aquisição de Direitos, Pedro Garcia, e do diretor de Marca e Comunicação da Globo, Manuel Falcão, na trajetória das empresas do Grupo Globo e em suas transformações."
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