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Rafael Henzel quer narrar estreia da Chape na Libertadores

Jornalista foi um dos sobreviventes do desastre aéreo na Colômbia

Reprodução/SporTV
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Um dos seis sobreviventes do desastre aéreo que vitimou a delegação da Chapecoense na Colômbia, o jornalista Rafael Henzel vai deixando aos poucos o seu momento mais tumultuado na direção de uma rotina normalizada

O narrador da Rádio Oeste Capital FM se recupera bem de ferimentos, considerados leves hoje, pouco mais de um mês após o acidente. Em casa, o radialista já traça metas para o próximo ano.

Em entrevista ao portal 'UOL', Henzel disse que quer narrar a estreia da Chape na Libertadores de 2017, na Venezuela, contra o Zulia.

"Me perguntaram o que eu espero da Libertadores. Eu disse que só espero que sejam capitais próximas. E aconteceu: Montevidéu e Buenos Aires, que são praticamente nossas vizinhas. Aí tem o time venezuelano, mas só em 7 de março. Tem muito tempo, mais de três meses, até lá já vai estar tudo consolidado, costelas, enfim", comentou.

O jornalista já visitou a rádio onde trabalha em Chapecó, na última semana, mas espera voltar ao trabalho definitivamente no dia 9 de janeiro. Mas, para retomar a rotina de viagens em jogos da Chape, precisa estar 100% clinicamente. Hoje, entre outras escoriações mais leves, o narrador se recupera de fraturas em sete costelas. A expectativa é que elas estejam cicatrizadas até 7 de março, data da primeira partida do time local na Libertadores.

Volta ao trabalho e propostas de outras emissoras


Henzel espera estar em condições de trabalhar à frente do microfone da Oeste Capital FM na estreia da Chapecoense na temporada 2017, marcada para 29 de janeiro, contra o Joinville, pela Primeira Liga. O jornalista também deseja estar presente no amistoso da seleção contra a Colômbia, no Rio de Janeiro, cinco dias antes, em partida de homenagem às vítimas de Medelín.

O narrador prevê uma volta ao trabalho com altas doses de emoção: "Eu nem vejo pelo lado de ser uma atração, de ser um sobrevivente, que está muito ligado à Chapecoense. Pelo simples fato de subir para a sua cabine, onde seu colega costumava estar, olhar para os torcedores, que com certeza vão estar na mesma emoção. Mas é uma coisa que a gente tem que passar. A gente tem que homenagear a todo momento aqueles que se foram".

Sobre possíveis ofertas profissionais de emissoras fora de Chapecó, Henzel descarta qualquer possibilidade de trabalhar fora da cidade. "Eu nem converso sobre isso. Eu tenho um dever com toda essa comunidade aqui. Seria muito injusto eu deixar uma cidade que me abraçou tanto. Não tenho pretensões políticas, eu acho que seria muito injusto eu deixar Chapecó depois de uma coisa tão grande como essa. Chapecó me fornece o que eu preciso. Nós temos programas, temos o futebol, temos amigos. Não é o caso, nem uma intenção, se vier a acontecer (uma proposta)".

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