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Galvão Bueno vai narrar filme da Chapecoense: "Um dos maiores prêmios da minha vida"

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Galvão narrou toda a sua rotina, desde que soube que havia acontecido o acidente até o convite para narrar o filme

Imagem: Reprodução / Globo

O narrador Galvão Bueno será a voz oficial do filme que vai contar a história da Chapecoense. O locutor número 1 da Globo falou sobre o convite nesta quinta-feira (31) durante entrevista ao programa "Timeline", da Rádio Gaúcha.

"Eu recebi um prêmio agora, um dos maiores prêmios da minha vida. E eu agradeço a Rede Globo, por ter me liberado, a Chapecoense está produzindo um filme, da fundação da Chape, da sua história até o momento da tragédia e a reconstrução. E me pediram para que eu fosse a voz oficial desse filme e eu farei com o maior prazer", conta Galvão.

"Mas é aquele prêmio que você gostaria de não ter recebido. Foi um momento realmente muito diferente, do lado humano. Porque a gente está acostumado a gritar gol, a levar alegria e tristeza, mas dentro da área esportiva. Foi uma coisa que veio muito mais da alma do que da mente", disse o narrador.

Na entrevista, Galvão narrou toda a sua rotina, desde que soube que havia acontecido o acidente: "Eu não sei, exatamente, como explicar. Digamos que faria parte da minha obrigação estar ali naquele momento. Uma tragédia daquela grandeza com um time de futebol eu estava jantando na madrugada, após fazer o 'Bem, Amigos!'. Entre pagar a conta para ir embora, o telefone tocou e o Caio [Ribeiro, comentarista da Globo] me disse: 'Parece que houve um problema com o avião da Chapecoense! Não se sabe se caiu ou se foi pouso de emergência.' Eu pensei, meu Deus do céu!".

"Começamos a apuração e eu falei para não nos precipitarmos. Enquanto não houver uma indício verdadeiro. Eu falei, torcendo para que não houvesse. Quando saiu a primeira foto do El Clárin da Argentina, eu já comecei a ligar para todo mundo e falei que sairia do restaurante, trocaria de roupa e já iria para a televisão para fazer o 'Bom Dia Brasil'. E do Bom Dia, em São Paulo, eu fui para o Rio de Janeiro para fazer o encerramento do 'Jornal Nacional'. Eu fiquei acordado 40 horas, e quando cheguei hotel eu não conseguia dormir. Aquilo entrou na minha vida realmente. Eu participei de forma intensa. E no dia do velório foram 7 horas de transmissão", revela Galvão.

O filme sobre a Chapecoense já está em produção, mas ainda não há previsão de quando será lançado.

Com informações do jornal 'Zero Hora'.

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