Plataformas de jogos online cancelam contratos e emissoras suspendem propagandas após decisão do governo

Globo, Band e ESPN mobilizam forças-tarefas para retirar propagandas do ar e repor cotas comerciais do futebol

⚡ DESTAQUES

  • Empresas de jogos online iniciam rescisões contratuais com TVs após veto presidencial às operações do setor no Brasil.
  • Globo, Band e ESPN mobilizam forças-tarefas para retirar propagandas do ar e repor cotas comerciais do futebol.
  • Decisão impacta naming rights de atrações da Band e ameaça mercado que injetou R$ 23,6 bilhões em mídia.

As plataformas de jogos online começaram a rescindir contratos comerciais com emissoras de televisão após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar a operação do setor no Brasil. Nesta sexta-feira (25), empresas como Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte comunicaram o cancelamento de acordos.

A decisão provocou uma corrida nas emissoras para retirar propagandas e entregas comerciais previstas para as próximas horas. Globo, ESPN e Band já trabalham na suspensão das campanhas, enquanto o SBT ainda avalia quais medidas serão adotadas por questões técnicas.

Na Disney, a orientação para retirada dos anúncios começou antes mesmo da assinatura do veto. Por volta das 15h, o departamento técnico foi avisado sobre a possibilidade de remoção das propagandas, dando início a uma força-tarefa para impedir novas inserções.

Globo e Band também já procuram anunciantes interessados em ocupar as cotas comerciais que estavam vinculadas às empresas do setor. A Globo tinha uma cota exclusiva para essas companhias na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

Na Band, o impacto atinge inclusive os chamados naming rights. Programas como Jogo Aberto e Os Donos da Bola tinham acordos comerciais com empresas do segmento e deverão voltar às próximas edições sem a vinculação dessas marcas.

Apesar dos cancelamentos, Globo, Band e ESPN não devem cobrar multas pela rescisão dos contratos. A estratégia é buscar uma saída amigável e manter as portas abertas para uma eventual regulamentação futura, já que a decisão do governo foi tomada por meio de medida provisória.

O mercado de televisão teme redução de receitas e possíveis demissões. Entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, empresas do setor regulado investiram R$ 23,6 bilhões em mídia, segundo dados do Ibope e da Tunad. Em 2025, a televisão concentrou 74% desses investimentos, acima da média de 54% registrada no mercado publicitário. 


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