Memória: Há 10 anos, a cortina da vida se fechava para Fiori Gigliotti

Relembre os momentos que mais marcaram um dos maiores narradores esportivos da história do futebol brasileiro

23:30
Fiori Gigliotti morreu em 2006, após quase 60 anos de carreira (Crédito: Arquivo)

À 0h40 do dia 8 de junho de 2006, a cortina da vida se fechou e o espetáculo terminou para um dos maiores narradores esportivos da história do futebol brasileiro. Fiori Gigliotti falecia vítima de falência múltipla de órgãos, aos 77 anos, deixando um grande legado.

Nascido em Barra Bonita-SP no dia 27 de setembro de 1928, sua história como locutor de futebol começou em 1947, e teve passagens pelas rádios Clube de Lins, Cultura de Araçatuba, Bandeirantes, Panamericana (atual Jovem Pan), Tupi e Record. Seu último trabalho foi na Rádio Capital de São Paulo, onde atuava como comentarista.
Fiori Gigliotti (esq.), ao lado de José Silvério, em
1985 (Crédito: Sergio Berezovsky)

Fiori também ficou conhecido pelos seus diversos bordões como: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa…,torcida brasileira" (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Tenta passar, mas não passa!", "Aguenta coração!", "Crepúsculo de jogo","É fogo" (antes do grito de gol) "Agora não adianta chorar" (logo após narrar um gol), "Torcida brasileira", "Uma Beleza de Gol!" e "Um beijo no seu coração".

Em sua longa carreira de quase seis décadas, Fiori narrou partidas de dez Copas do Mundo, de 1962 à 1998. E foi justamente em sua primeira Copa que ele tinha mais boas recordações. Em sua última entrevista, Gigliotti revelou que o jogo que mais o marcou naquele torneio foi Brasil x Espanha.

"O Pelé tinha se machucado contra a então Tchecoslováquia no segundo jogo. E a Espanha tinha uma seleção forte. Ela começou ganhando de 1 a 0. Eu fiquei desesperado. O Brasil fez 1 a 1 e 2 a 1 com Amarildo, e ganhou. Foi uma emoção fantástica, porque se a seleção perdesse, a Copa também estava perdida", disse Fiori, que naquela época trabalhava na antiga Rádio Panamericana.

Fiori narrando o clássico entre São Paulo e Corinthians pela Rádio Record, em 2003 (Crédito: Arquivo)

No entanto, Fiori sempre dizia que o maior jogo ao qual assistiu foi Santos x Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962. Naquela partida, o Santos de Pelé, Coutinho, Pepe e companhia golearam por 5 a 2 o Benfica de Eusébio, conquistando pela primeira vez em sua história o título de campeão mundial de futebol.

Com seu estilo alegre e característico, Fiori Gigliotti levou a emoção do esporte a gerações de torcedores. Sua voz se calou há dez anos, mas na memória dos fãs do futebol as cortinas que ladearam os momentos mágicos do futebol narrados por ele continuam abertas até hoje.

Relembre algumas narrações históricas de Fiori Gigliotti:

- Santos 4x2 Milan (Copa Intercontinental de 1963)


- Corinthians 1 x 0 Ponte Preta (Campeonato Paulista de 1977)


- Brasil 2 x 1 União Soviética (Copa do Mundo de 82)


Corinthians 1x1 Palmeiras (Campeonato Brasileiro de 1994)
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