- Os recordes de audiência da CazéTV na Copa de 2026 geraram desconfiança entre emissoras concorrentes no mercado.
- Rivais questionam possível acesso internacional indevido às transmissões, que deveriam ficar restritas ao Brasil por regra da FIFA.
- Também há dúvidas sobre divergências entre números divulgados pela LiveMode e métricas tradicionais do Kantar Ibope Media.
Os recentes recordes de audiência anunciados pela CazéTV nas transmissões da Copa do Mundo de 2026 acenderam um sinal de alerta no mercado publicitário e passaram a ser vistos com desconfiança pelas demais emissoras detentoras dos direitos de exibição do torneio.
De acordo com informações reveladas pelo colunista Gabriel de Oliveira, do jornal O Dia, o principal ponto de discórdia envolve a precisão dos dados de entrega e o cumprimento das regras contratuais de distribuição territorial exigidas pela FIFA.
Um dos fatores que mais tem incomodado as redes concorrentes é a circulação de um tutorial que viralizou nas redes sociais nos últimos dias. O vídeo ensina internautas estrangeiros a burlarem de forma simples o sistema de geolocalização do canal de Casimiro Miguel.
Por questões contratuais rígidas impostas pela entidade máxima do futebol, as transmissões da CazéTV no YouTube deveriam ficar restritas exclusivamente ao público situado dentro do território brasileiro. Com a barreira geográfica sendo contornada por usuários de outros países, os demais exibidores oficiais apontam que a plataforma digital pode estar inflando seu alcance com espectadores de fora do Brasil, violando as regras de distribuição geográfica que as televisões tradicionais são obrigadas a seguir à risca.
Além da falha na barreira de IP, o incômodo das emissoras de TV aberta e fechada reside no abismo existente entre os dados comemorados pela CazéTV e as ferramentas tradicionais de medição.
Nos bastidores, os concorrentes alegam que os números de dispositivos conectados simultaneamente divulgados pela LiveMode não condizem com os dados aferidos pela métrica de audiência digital do Kantar Ibope. Mesmo quando as métricas de audiência do Painel Nacional de Televisão (PNT) são extrapoladas e calculadas proporcionalmente para todo o território nacional, os índices medidos pelo instituto de pesquisa não dão suporte aos patamares recordes de audiência celebrados pelo streaming.
Até o momento, a LiveMode, empresa gestora do canal esportivo, não se manifestou oficialmente sobre os questionamentos levantados pelas emissoras rivais a respeito do sistema de geoblocking ou sobre a divergência na apuração dos dados digitais.
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