Brasileirão Feminino segue em baixa na Globo, mas garante vitória em cima do futebol masculino da Record

Partida entre Flamengo x São Paulo deixou a Globo em primeiro lugar, mas o confronto foi a atração menos vista da emissora entre o SP1 e o Altas Horas
Renata Silveira e Ana Thais Matos estiveram na transmissão de Flamengo x São Paulo (Reprodução/Instagram)

⚡ DESTAQUES

  • Brasileirão Feminino lidera na SP com 9,1 pontos (Flamengo x São Paulo) e supera futebol masculino da Record (4,0).
  • Apesar da liderança, torneio registra audiência 11% inferior à média habitual do 'Caldeirão com Mion' aos sábados.
  • Direção da Globo reitera aposta estratégica na modalidade de olho no faturamento bilionário da Copa do Mundo Feminina de 2027.

O Brasileirão Feminino segue registrando audiência abaixo das expectativas na Globo, mas conseguiu vencer o seu primeiro duelo contra futebol masculino da Record na Grande São Paulo. Segundo números do Kantar Ibope divulgados pelo site NaTelinha, a partida de ida da semifinal entre Flamengo e São Paulo marcou 9,1 pontos e garantiu a liderança para a emissora carioca.

Apesar do primeiro lugar, o confronto foi a atração menos vista da Globo entre o SP1 e o Altas Horas. Na mesma faixa, a Record transmitiu o jogo entre Chapecoense x Internacional, pelo Brasileirão Masculino, e registrou 4 pontos de média.

A Globo passou a transmitir o Brasileirão Feminino a partir das quartas de final. Em São Paulo, os jogos entre São Paulo e Grêmio, disputados nos dias 29 de agosto e 5 de setembro, marcaram média de 9 pontos na partida de ida e 9,4 pontos na volta.

Os números dos jogos também ficaram abaixo do desempenho habitual da emissora nas tardes de sábado. As partidas registraram audiência 11% inferior à média das quatro últimas edições do Caldeirão com Mion exibidas na mesma faixa. O programa teve seu horário alterado justamente para viabilizar as transmissões do campeonato.

Mesmo com os índices modestos, a Globo não demonstra intenção de reduzir o espaço destinado ao futebol feminino. Renato Ribeiro, diretor de Esportes da emissora, classificou como “burros e misóginos” os telespectadores que não gostam dos jogos da modalidade, reforçando a prioridade dada ao segmento.

A estratégia também envolve a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A Globo terá os direitos de todas as partidas e espera faturar mais de R$ 1 bilhão em cotas de patrocínio.

Na região metropolitana de São Paulo, cada ponto de audiência representa 77,4 mil domicílios com televisão ligada e aproximadamente 199,3 mil indivíduos.


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