Emissoras defendem modelo de negociação do Brasileirão e negam irregularidades ao Cade

Globo, Record, ESPN, SBT e CazéTV afirmaram que não houve a existência de regalias ou abusos nos contratos assinados com a Futebol Forte União

⚡ DESTAQUES

  • Emissoras de TV defendem ao Cade o modelo de venda fragmentada adotado pela Futebol Forte União.
  • Globo, Record, ESPN, SBT e CazéTV negam regalias ou exclusividade abusiva nos contratos do Brasileirão até 2029.
  • Inquérito do órgão antitruste apura queixa do CSA sobre travas contratuais para migração entre blocos de clubes.

Globo, Record, SBT, ESPN e CazéTV defenderam o modelo de negociação dos direitos do Campeonato Brasileiro realizado pela FFU (Futebol Forte União) e negaram a existência de regalias ou abusos nos contratos. Segundo informações do F5, da Folha de S. Paulo, as manifestações foram enviadas ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na segunda-feira (21), após questionamentos sobre a comercialização da competição.

A apuração envolve o formato de venda fragmentada adotado pela liga, diferente da Libra, que firmou um acordo exclusivo com a Globo. O Cade enviou às empresas uma planilha com mais de 30 perguntas, incluindo questionamentos sobre possíveis vantagens a determinados grupos e eventuais cláusulas abusivas.

A Globo afirmou que a negociação coletiva é “o modelo que melhor contribui para a valorização do Campeonato Brasileiro como produto”. Já a Record destacou os “efeitos positivos” da divisão dos pacotes, apontando que esse formato contribuiu para seu retorno ao futebol brasileiro em 2025.

A ESPN, que possui os direitos da Série B, também considera a fragmentação o melhor caminho, mas fez uma ressalva. Segundo a emissora, o modelo pode dificultar a aquisição isolada de partidas de clubes de maior expressão que desejem deixar um dos blocos.

O SBT, que participou das negociações pelo Brasileirão, reconheceu ganhos de organização, mas afirmou que os resultados dependem do desenho dos pacotes, da exclusividade, da duração dos contratos e da transparência. A CazéTV também defendeu o sistema e avaliou que, sem a divisão dos direitos, projetos digitais teriam encontrado dificuldades ainda maiores para transmitir partidas.

A investigação começou após questionamentos do CSA, de Alagoas, sobre cláusulas relacionadas à sua permanência na Futebol Forte União. Em junho, o Cade adotou uma medida preventiva para evitar possíveis obstáculos à saída de clubes do bloco. O órgão afirmou que mecanismos destinados a dificultar a migração entre ligas concorrentes poderiam gerar preocupações concorrenciais.

Associações de clubes, árbitros e jogadores já criticaram publicamente a atuação do Cade no caso.


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