Diretor da ESPN fala sobre exclusividade do Inglês e concorrência com Esporte Interativo

O vice-presidente de jornalismo e produção da ESPN Brasil, João Palomino, cedeu uma entrevista ao site Trivela, onde falou sobre como o canal está compensando a perda dos direitos de transmissão da UEFA Champions League.

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João Palomino diz que não pretende sublicenciar os direitos da Premier League e que a forte concorrência de novos canais, como o Esporte Interativo, nunca dura muito

Foto: Gustavo Morita

O vice-presidente de jornalismo e produção da ESPN Brasil, João Palomino, cedeu uma entrevista ao site Trivela, onde falou sobre como o canal está compensando a perda dos direitos de transmissão da UEFA Champions League.

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Junto com a Fox Sports, a ESPN Brasil conseguiu metade dos Campeonatos Italiano e Alemão, comprou o Espanhol e a Europa League e dividiu com a parceira, além de ter adquirido os direitos exclusivos do Inglês para as próximas três temporadas. "Nós adquirimos os direitos exclusivos e queremos mantê-los assim. Há uma dinâmica de mercado que têm que ser respeitada. Nossa intenção é neste momento comemorar o fato", afirma Palomino.

A princípio, a ideia é manter o Campeonato Inglês inteiro na sua programação, mostrando os jogos que não cabem nos três canais na grade das operadoras no serviço por streaming Watch ESPN. "São 380 jogos do Campeonato Inglês e vamos mostrar todos eles ao vivo. Por isso, temos o que consideramos ser nosso quarto canal. Teremos os três canais da ESPN e mais todos os outros jogos sendo transmitidos no Watch. Fizemos isso com o Campeonato Alemão. Temos uma estrutura tecnológica que nos permite fazer isso".

Outro desafio do canal do Grupo Disney é continuar sendo considerada a casa da Champions, mesmo sem a competição em sua grade. No entanto, isso será um pouco complicado por causa do acordo de cessão de imagens com o Esporte Interativo. "Nós podemos ter os gols depois de um determinado tempo, após o final das partidas. Tínhamos que aguardar aquele tempo para podermos falar da Champions", disse o executivo.

Apesar dessa dificuldade, Palomino afirma que os fãs da emissora ainda acompanham a cobertura da competição na ESPN, mesmo sem as transmissões ao vivo. "Nós fizemos o tempo real dos jogos no nosso site e, sem poder usar as imagens, tivemos os mesmos resultados de quando tínhamos os direitos de transmissão. As pessoas ainda nos procuram para acompanhar".

Palomino também deu a entender que a forte concorrência de novos canais que inflacionam os valores dos direitos de transmissão - casos do Fox Sports e agora do Esporte Interativo - nunca é duradoura. "Sempre que houve um fator de inflação de campeonatos, por conta de um novo player que chega ao mercado, ela durou muito pouco. Os valores ficam tão proibitivos que, em geral, os direitos são sublicenciados, como vem acontecendo rotineiramente. O que fazemos é entender que essas ondas do mercado de direitos também têm que ser entendidas como resultado que você vai ter. Não adianta investir absurdamente e não conseguir tirar do campeonato aquilo que você investiu. O que vemos é que isso são ondas que acontecem e depois o mercado se ajusta. Esperamos que isso aconteça", disse.
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