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Briga política e Primeira Liga emperram contratos de TV de três Estaduais

Situação ocorre nos Estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul

Foto: Reprodução

Alguns dos principais campeonatos estaduais do Brasil ainda não têm contratos de televisão assinados com todos os clubes grandes. A situação ocorre nos Estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

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De acordo com o jornalista Rodrigo Mattos, o fato é inédito visto que esses compromissos costumam ser renovados com antecedência. Os motivos são a Primeira Liga e a briga política envolvendo o Flamengo e a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro).

Seis dos grandes desses Estados (Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio e Internacional) estão confirmados na Primeira Liga. Esse é um dos motivos da dificuldade de renovação já que a Globo não sabia exatamente como a competição afetaria os Estaduais.

''A Globo deixou tudo para depois porque não sabia como seria a Sul-Minas e como se encaixaria no calendário da CBF. Já tivemos conversas, um namoro, mas só agora vai andar'', contou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Segundo ele, a emissora chegou a fazer uma proposta no início do ano, mas não fechou.

Em Minas Gerais, a federação e os clubes ainda não assinaram contrato para o Estadual 2016. Não há maiores informações sobre o empecilho, mas é fato que o Atlético-MG pode estar na Libertadores e na Primeira Liga ao mesmo tempo.

A questão mais complicada é no Rio de Janeiro. Pressionada por uma proposta do Esporte Interativo, a Globo subiu sua oferta para mais de R$ 100 milhões. Fluminense, Botafogo e Vasco aceitaram e já assinaram um contrato juntamente com a Ferj.

A questão é que o Flamengo recusou várias das condições do acordo. Primeiro, não quer que o dinheiro passe pela federação que já ameaçou reter suas cotas em desavenças anteriores. Depois, exigiu um corte no percentual da Ferj sobre o contrato. Há ainda uma exigência de mais dinheiro para o clube do que para os outros grandes.

A Ferj estuda atender algumas das demandas rubro-negras. Já indicou que aceita que sua cota caia de 10% para 5%. Mas ainda não há um acordo. Oficialmente, a federação informou que não se pronunciaria sobre o assunto.

Entre os Estaduais mais representativos, o Paulista é o único que já teve renovação de contrato assinada ainda em 2015. Isso porque os grandes clubes nunca quiseram se associar às ligas e tiveram um aumento significativo de suas cotas, com a competição atingindo um total de R$ 150 milhões por ano.
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