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Globo ignora Paralimpíada, mas exalta cobertura jornalística do evento

Emissora carioca diz que ajudou os Jogos de outras formas

Divulgação

Mesmo obtendo os direitos de transmissão dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a Rede Globo não está exibindo o evento ao vivo, diferentemente do que ocorrera na Olimpíada, em agosto.

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De acordo com o site UOL, a diferença no tratamento à Paralimpíada é nítida. O único espaço fixo é o "Boletim Paralímpico", programa criado especialmente para o evento, comandado pela apresentadora Cristiane Dias com comentários de Fernando Fernandes, que entra no fim da noite.

Na TV aberta, a única a transmitir eventos ao vivo é a TV Brasil - para São Paulo, a TV Cultura retransmite o sinal da emissora pública do governo federal -, MAS sem o mesmo alcance da Globo. A emissora carioca optou por flashes com as principais provas de brasileiros.

Por outro lado, os principais programas jornalísticos estão sendo generosos com os Jogos. Na noite de sexta-feira (9), por exemplo, o "Jornal Nacional" dedicou quase um quarto do noticiário aos paraolímpicos. O "Fantástico", no domingo (11), também deu ampla cobertura.

Sobre o fato de ignorar os eventos da Paralimpíada, o departamento de comunicação da Globo explica em nota que "o tema está presente nos nossos programas esportivos, jornalísticos e, inclusive, nos de entretenimento".

A emissora também exalta que ajudou os Jogos de outras formas. "O nosso compromisso com os valores paraolímpicos vai além da transmissão. Desde muito antes de os jogos começarem, incentivamos a compra de ingressos antecipadamente, mostramos a chegada das delegações e dos atletas, a preparação da cidade para receber o evento, as questões de acessibilidade e os melhores momentos da Cerimônia de abertura em horário nobre com grande audiência”, completa.

Questionados sobre o tema, os atletas preferem não criticar a escolha da Globo em não exibir ao vivo. “Já foi muito pior, antigamente as pessoas nem sabiam o que era futebol de cegos, agora já passa na TV a cabo”, disse Ricardinho, jogador da seleção brasileira de futebol de 5 (para cegos).

O comitê organizador da Rio-2016 também é contrária às críticas a emissora. “Não temos recebido nenhuma outra coisa da Globo que não seja apoio. Apoio incondicional. O programa noturno da emissora é muito bom. Aos poucos, os Jogos Paraolímpicos vão ganhando seu espaço e isso ficará como legado da Rio-2016”, afirmou Mario Andrada, porta voz da organização.

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