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Globo estuda dividir lucro de patrocínios com clubes para manter direitos do Brasileirão

Pelo menos seis dirigentes de grandes clubes já se mostraram interessados na proposta do Esporte Interativo

Pelo menos seis dirigentes de grandes clubes já se mostraram interessados na proposta do Esporte Interativo



A Globo ganhou um adversário forte na briga pelo futebol na TV paga. Após ter se engalfinhado com a Fox Sports anos atrás, por conta da Libertadores da América, o grupo Globo agora enfrenta a turma da Turner/Esporte Interativo (EI).

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O EI, que acaba de entrar na Net, busca fechar um acordo milionário com os clubes mais importantes do futebol do país para tentar conseguir os direitos do Campeonato Brasileiro a partir de 2019, quanto vence o contrato da Globo/Globosat pelos direitos da competição.

Segundo fontes do mercado, pelo menos seis dirigentes de grandes clubes já se mostraram interessados na proposta do Esporte Interativo. O EI tenta convencer mais dois.

Até agora, só o Santos afirmou publicamente ter aceitado a proposta do Esporte Interativo por um acordo de seis anos.

A Globosat fechou com oitos clubes a renovação dos direitos para a TV fechada do Brasileirão a partir de 2018: Fluminense, Corinthians, Vasco, Botafogo, Vitória, Sport, Cruzeiro e o Atlético-MG. Já Santos, São Paulo, Flamengo, Santa Cruz, Grêmio, Internacional, Coritiba, Atlético-PR e Bahia, que está na Série B, estão negociando com o Esporte Interativo.

Pela proposta da Turner, a divisão dos lucros entre emissora e times ficaria assim: 50% igualitariamente, 25% de acordo com a audiência e 25% conforme o desempenho esportivo.

A Globo possui um formato de negócio atualmente que favorece Corinthians e Flamengo. Os dois times ganham mais porque têm melhores audiências.

Na divisão atual de lucros, Flamengo e Corinthians ficam com 13,5%, São Paulo, 8,7%, Palmeiras, 7,9%, Santos , 6,3%, e assim vai. Enquanto Flamengo e Corinthians chegam a lucrar R$ 170 milhões com os direitos do campeonato, o Cruzeiro ganha R$ 60 milhões , o Coritiba, R$ 35 milhões e o Santa Cruz, R$ 25 milhões.

A diferença é muito grande.

A Globo/Globosat ainda tem como moeda de troca dos lucros do canal de pay-perv-view, o Premiere, que muito interessam aos clubes. Mesmo assim, a emissora estudar rever algumas práticas em seus próximos contratos e igualando mais os valores divididos entre os clubes. Há a possibilidade de uma divisão maior de lucros oriunda de patrocínios e anunciantes do Brasileirão.

Afinal, não há como negar que esse racha entre os times preocupa a emissora. A concorrência não só pode levar o Brasileirão como também pode inflacionar o negócio, deixar os preços das transmissões de futebol no país bem mais caras.

Com bala na agulha, o EI já desembolsou uma verdadeira fortuna para conseguir o Liga dos Campeões da Europa com exclusividade na TV por assinatura no Brasil. ESPN e SporTV perderam um grande campeonato em termos de audiência e faturamento.

Há quem acredite que os dirigentes dos times farão só jogo de cena com Esporte Interativo, para depois fechar com a Globo como sempre.

Mesmo assim, os ânimos estão acirrados.

Fonte: Keila Jimenez/R7


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